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DesastresMoçambique

A vida difícil dos afetados das chuvas em Maputo

26 de março de 2024

As chuvas em Maputo afetaram mais de 10 mil famílias e destruíram dezenas de casas. Muitos afetados estão alojados na "Capelinha", uma antiga igreja que funciona como centro de acomodação há mais de dois anos.

A "Capelinha", em Maputo, acolhe vítimas das inundações em diversas tendas
Foto: Romeu da Silva/DW

O centro de acomodação no bairro Romão, mais a norte de Maputo, alberga várias famílias afetadas pelas chuvas intensas dos últimos dias na capital moçambicana.

No terreno de uma antiga igreja, conhecido como "Capelinha", as tendas foram esticadas para receber mais gente. 

Alda Chilaule, uma das mais de 200 pessoas abrigadas aqui, denuncia as "péssimas condições" dos sanitários usados por muitas famílias.

"Já não temos casas de banho por causa da chuva, que estragou tudo, e temos de nos arranjar na vizinhança, porque não temos outra alternativa", lamenta.

E não só. Segundo Alda Chilaule, há "bichinhos dentro das tendas, a água é pouco acessível. A refeição também não é fácil, porque é duas vezes ao dia, outras vezes é uma só."

Vida difícil no centro de acomodação

Arnaldo Massingue vive na "Capelinha" desde o ano passado e lamenta a falta de condições para uma família numerosa.

"Como vê, a vida é difícil", afirma em declarações à DW. "Há muitas pessoas a viver aqui, cada um tem a sua cultura e estamos assim. Por exemplo, há um idoso que está doente e está numa tenda com crianças. É difícil."

Mais de 200 pessoas procuraram abrigo na "Capelinha", em MaputoFoto: Romeu da Silva/DW

Este centro já albergou vítimas de inundações passadas, mas muitas delas regressaram aos bairros de proveniência quando a água baixou, conta Arnaldo Massingue. Agora, o centro voltou a encher.

"Quando houve a tempestade 'Filipo' e esta chuva recente voltou a inundar as casas, vieram de novo. São essas tendas novas que estão aqui, ali atrás da igreja, são essas pessoas que voltaram para cá."

Alberto Mabote, coordenador do Centro de Acomodação de Romão, tem estado a acompanhar a situação no local e lamenta que essas famílias tenham sido obrigadas a regressar.

"A vida não está nada fácil", resume.

A vereadora da Mulher, Assistência Social e Família, Anabela Inguane, garante que a assistência às vítimas das chuvas decorre a bom ritmo.

"Há uma equipa multisetorial não só do Concelho Municipal, como também do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Nós também procuramos saber como estão as populações e, quem tiver de ir para o centro de acomodação, procuramos maneiras de fazer chegar lá. E fornecemos o que podemos em termos de alimentação", conclui.

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